O objetivo da campanha “Rio 2016, os Jogos da Exclusão” é evidenciar o alto custo do megaevento esportivo para a cidade, não apenas econômico, mas também social e ambiental. A campanha conta com uma forte atuação nas redes sociais (veja a página no Facebook aqui), algumas interveções urbanas (veja aqui) e a promessa de uma Jornada de Lutas, que deverá ocupar a cidade entre 1 e 5 de agosto.
Hoje a campanha divulgou um mapa do Rio de Janeiro que apresenta o lado negativo do legado olímpico, com as comunidades removidas, as favelas ocupadas, os crimes ambientais e obras com irregularidades.

Veja o mapa em tamanho maior aqui
Algumas das categorias visualizadas no mapa também são percebidas nos comentários e imagens compartilhados no Twitter e análisados pelo OBSERVATÓR!O2016 por meio de uso de hashtags.
- Remoções: o tema sobre as famílias removidas de suas casas para a construção de novas instalações desportivas e outras infraestruturas é observado pelo uso de hashtags como #RioSemRemoções ; #UrbanizaJá ; #VilaAutódromo ; #StopEvictions entre outros;
- Impactos Ambientais: o tema sobre o não comprimento de metas ambientais e o impacto das obras olímpicas ao meio ambiente é observado pelo uso de hashtags como #RioWater ; #GuanabaraBay ; #GolfePraQuem entre outros;
- Intervenções Urbanas: o tema sobre obras olímpicas e transformações na cidade, principalmente as que dizem respeito à mobilidade urbana, também é percebido pelo portal, mas através de menções a termos como VLT, Ciclovia Tim Maia, BRT TransOlímpica entre outros;
- Militarização: o tema sobre a ocupação militar na cidade e o consequente aumento de violência policial e de detenções arbitrárias e abusivas contra a população mais carente é observado pelo uso de hashtags como #CemDiasSemDireitos ; #DigaNãoÀExecução ; #JovemNegroVivo entre outros.